
Eu não queria! Lutei com todas as minhas forças (que não são muitas de momento) escomunguei, toda a gentinha que andava a soprar naquela gaita, mas no melhor pano cai a nódoa, cuspi para o ar e caiu-me em cima! Sinto-me traída pela minha filhota! A portadora da coisa cá para casa. Ela própria dizia que o barulho daquilo irritava, mas assim que me apanhou longe e sem possibildade de defesa, pediu uma á avó que prontamente lhe atendeu o pedido. Só vos tenho a dizer que já fizemos um duelo de espadas, ou melhor, ela de vuvutreta e eu de vassoura, mas quando, já no fim das minhas forças me enstendi no sofá, eis que surge a minha filha de vuvutreta na mão e a usou como desentupidor... das minhas maminhas! Não há direito, andei eu a carrega-la durante 9 meses, e a atura-la á quase 6 anos, para ela se rir descaradamente á gargalhada na minha cara enquanto usa aquela coisa como desentupidor! Mas o pior mesmo, eu nem me atrevo a chamar som áquilo, diria mais, chinfrineira, nunca tinha ouvido nenhuma tão perto de mim, e comprova-se, é mesmo de apertar o gasganete de quem se atreve a soprar aquilo! Mas eu tive de tirar a prova dos 9, eu tinha de saber se para soprar naquilo é mesmo necessário fazer vibrar os lábios, e o pior é que é mesmo! Soltar gafanhotos e babarmo-nos todos! E mais, sinto-me consporcada por ter sequer tocado com um dedo em tal instrumento tão odiado por mim, mas eu sou assim, não gosto de falar por falar, gosto de ter conhecimento de causa (olhem eu a tentar escapar-me)!
Traída, fui traída, apunhalada nas costas com uma vuvutreta! A pequena felicidade que tenho quando olho para ela, é quando vejo o bocadinho que se partiu durante o duelo de armas! Vou fazer um retiro espiritual (para a minha cama) e tentar refazer-me deste choque!